Pioneiros do doom-gothic metal no Brasil, Silent Cry transcende sua própria história ao apresentar nova abordagem artística voltada ao auto-conhecimento

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Lançado recentemente, o novo álbum "Hypnosis" dialoga sobre aceitação e desprendimento, temas distantes às letras depressivas e suicidas do início de carreira



São mais de 20 anos de carreira e uma discografia composta por obras de extrema relevância para o cenário do heavy metal brasileiro. Especialmente no segmento do doom-gothic metal, estilo que se desenvolveu no Brasil a partir da própria história do Silent Cry. Elas se fundem, aliás. De forma que é bastante seguro dizer que o doom-gothic metal, no Brasil, não seria o mesmo sem o Silent Cry. 

A permanência é quase pressuposta de qualquer pioneiro de um determinado movimento artístico, especialmente na música. É sempre mais seguro continuar percorrendo o caminho conhecido, e consagrado, do que se engendrar continuadamente pelo novo. Em "Hypnosis", novo disco do Silent Cry, há sim muito da sonoridade tradicional da banda. Fãs do clássico "Remembrance" não vão se decepcionar. Mas no que se refere à abordagem artística e conceitual, o Silent Cry transcendeu sua própria história. 

Conceitualmente, "Hypnosis" dialoga sobre aceitação e desprendimento, temas distantes às letras depressivas e suicidas do início de carreira. Reflexo direto de experiências vividas por Dilpho Casto, guitarrista, vocalista, compositor e fundador do Silent Cry.

"A proposta inicial do Silent Cry era integralmente emocional. Deixávamos a musical fluir de forma espontânea e com isso não nos preocupávamos muito com o conteúdo de nossas letras. Hoje a proposta do Silent Cry continua sendo integralmente emocional, com a diferença que passamos por vivências que queremos trazer para nossa música, de forma que ela seja mais atrativa e atraente para nós mesmos", declara o músico.

As vivências que Dilpho se referem são voltadas à área holística do auto-conhecimento e meditação. Esses elementos estão tão presentes em "Hypnosis" que, segundo Dilpho, as músicas podem funcionar como mantras.

"Se Hypnosis existe é devido as minhas experiências nessa área. A banda estava praticamente parada, quando passei a compor durante acampamentos de meditação em meio a natureza, onde a inspiração fluiu livremente. Experiências de técnicas de respiração conscientes pranayama, meditação e yoga são coisas que mudaram a minha vida e a da Joyce. Em Hypnosis há uma abordagem grande voltada a isso. O disco pode ser um condutor. Se o ouvinte prestar atenção na letra e relaxar sob as melodias, será possível descansar um pouco a mente e sentir o momento presente. As músicas foram originalmente compostas com esse propósito." 


"Hypnosis" foi produzido por Ricardo Confessori (Angra/Shaman) que também gravou as baterias do álbum. O disco saiu pela Megahard Records e está à venda no site da gravadora: http://www.megahardrecords.com.br/silent-cry-hypnosis-cd-gothic-symphonic-metal-frete-gratis.html

Além de Dilpho e da vocalista Joyce Vasconcelos, completam a atual formação do Silent Cry o guitarrista Douglas Nilson e o baixista Roberto Freitas.

Um vídeo-letra da faixa título do álbum está disponível no canal oficial da banda no Youtube: 




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