Ghost: Novo álbum em 2017 e sem planos para o Brasil



Um dos Nameless Ghouls do Ghost foi entrevistado pela estação de rádio 93.3 WMMR antes da apresentação da banda do dia 18 de setembro, no festival Rock Allegiance, em Chester, Pensilvânia. Atualmente o grupo está em turnê pelos EUA em sua nova turnê, "The Popestar Tour 2016", com datas agendadas até metade de novembro. Na entrevista, o Nameless Ghoul fala sobre sobre o EP "Popestar", sua imagem e os planos para o novo álbum, além de deixar claro que uma nova passagem pelo Brasil não está nos planos da banda para breve, devido ao trabalho em estúdio.

Sobre o novo EP do Ghost, “Popestar”, que inclui covers de músicas de bandas como Echo & The Bunnymen e Eurythmics, juntamente com uma nova faixa intitulada “Square Hammer”:

“Entre os dois últimos álbuns, nós também fizemos o que chamamos de EP de covers, que naquela época era mais como uma desculpa divertida para fazer algo com o Dave Grohl. Dessa vez, nós fomos ao estúdio para gravar o álbum completo [“Meliora”, de 2015] com a intenção de adicionar material extra, porque quando se trata de lançar um álbum, é sempre favorável se você tem material adicional, pois há muitos parceiros que exigem esses extras – uma música para o Japão e uma para o Best Buy e uma para isso e outra para aquilo e outra exclusiva lá. Então nós tivemos um pouco de dilema, porque o produtor [de “Meliora”], ele estava, tipo, ‘Eu vou gravar o álbum. Sem covers.’ ‘Ok. Tudo bem.’ Mas nós pensamos que terminaríamos a gravação [do “Meliora”] no final do ano, 2014, então pensamos ‘Bom, nós teremos toda a primavera [de 2015]. Será ótimo. Então poderemos fazer B-sides, basicamente.’ A gravação [do “Meliora”] foi até Maio [2015], para fazer a mixagem e tudo mais, então não tivemos escolha a não ser deixar as B-sides de fora. Não havia tempo [para gravá-las]. Então tivemos que batalhar bastante com todos os diferentes parceiros, para animá-los a ponto de se sentirem amados sem o material exclusivo. Mas isso também acabou sendo, tipo, ‘Oh, nós temos todas essas ideias legais de covers que, mais cedo ou mais tarde, poderiam ser boas de gravar para prolongar a dor [do ciclo do álbum]’. E nós amamos isso, mas, claro, se você não gosta da banda, nós prolongaríamos isso. E também, naquele momento, nós tínhamos uma música adicional que teria dado muito certo junto com o álbum, chamada “Square Hammer”. Então quando finalmente tivemos uma brecha no nosso tempo, foi, tipo, ‘Sim, vamos gravar “Square Hammer” e acho que aquelas quatro músicas serão como se fossem um B-side dela.’ ‘Ok, então será um EP.’ Beleza, acabamos fazendo tipo um EP novamente com covers nele. Essa foi, basicamente, a história por trás dele. Nunca foi planejado para ser necessariamente outro EP de covers. Eu não prometo que isso será uma tradição.”


Sobre o humor na música e apresentação do Ghost, apesar da imagem relativamente sombria da banda:
“Sim, eu acho que isso também é algo sobre o qual nunca tentamos fazer segredo – o fato de que muito embora a gente tenha muito em comum... a gente tenha muitas coisas em comum com bandas que definitivamente soam muito mais agressivas do que nós, como bandas de Black Metal... Nossa imagem é definitivamente mais Black Metal do que é “New Street Metal” (Nota: o que seria isso Sr. Ghoul?), enquanto que nossa música não, obviamente. Mas eu acho que uma das principais diferenças entre a gente e as bandas de Black Metal mais extremas é que... Se você for a um... Eles são amigos muito próximos, então isso é dito de maneira bem intencionada... Mas se você for a um show do Watain, por exemplo, ou bandas do tipo – há varias bandas como o Behemoth, também grandes amigos nossos – pessoalmente, nós temos muito em comum, mas nós fazemos o nosso trabalho de maneiras bem diferentes, e nosso alvo para agradar definitivamente parece que é bem diferente. Quando você vai num show daquele [Watain], supõe-se que é para parecer como se você estivesse basicamente tomando um banho de ácido no inferno, e muita gente do público realmente parece que está fazendo isso. E eu amo isso também, mas nossa intenção nunca foi de ter esse certo “desconforto”. Há elementos agressivos [na música do Ghost], e quanto mais longe vamos na nossa carreira, nós adicionamos mais altos e baixos. Então atualmente, nós temos uma música tipo “Mummy Dust”, por exemplo, que é geralmente uma música que tem um pouco mais “moshpitting” que, eu acho, “He Is” tem. Mas, para nós, sempre foi importante ter uma refeição de sete pratos bem variada, digamos assim, enquanto que...sem negatividade nisso, mas eu estou dizendo que a maioria das bandas de Metal não tem; elas são para ser um pouco mais diretas, duras, brutas. E eu penso que é essa a razão pela qual às vezes os puritanos se afastam [da música do Ghost]. Então não é pra todo mundo. Está tudo bem.”

























































Sobre os planos do Ghost para 2017:

“Depois disso, terminamos (a turnê) em novembro, voltaremos para casa e começaremos a pré-produzir um novo álbum. E em janeiro-fevereiro faremos uma turnê pela Europa. Então, o mesmo show que estamos fazendo aqui [nos Estados Unidos], faremos lá, o novo show. E acho que paramos depois disso, de fazer turnê. Infelizmente não acho que teremos tempo para ir para alguns desses lugares que ainda não fomos nesse ciclo de turnês, como Austrália, Japão e outra passagem pela América do Sul. Eu não sei... Desde quando quisemos ir para lá, dissemos que março-abril seria o momento para nós, mas não podemos fazer isso muito extensivamente, porque nós realmente precisamos gravar o novo álbum. Então a primavera é provavelmente [o tempo] para gravar um álbum novo e para lançá-lo no próximo outono, e então [depois disso] iremos recomeçar [todo o ciclo de turnês].”

Fonte: Ghost Brasil
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